sexta-feira, 29 de julho de 2011

Pintura do Bloco!!!



Semana passada isolei todo o meu bloco do motor para fazer a pintura epóxi! Confesso que perdi um bom tempo nesta tarefa, pois gostaria de deixar a pintura a mesma altura do resto do projeto! Confesso que no início eu estava com um certo receio de que na hora do jato de areia pudesse acontecer algum erro, assim danificando todo o trabalho que já tinha sido feito! O Null compartilhava do mesmo receio, mas então disse a ele: "Alemão... o que pode dar errado se eu levar o bloco todo isolado com fita e jornal?" Então terminei com a novela e levei o bloco, a capa seca, o cárter e a vareta do óleo para a pintura!



Hoje a tarde ligo para a pintura e recebo a informação de que as minhas peças estão prontas. Então sem demora eu fui buscá-las. Ao chegar lá no setor de entrega da empresa, eu quase caí sentado!!! Não é que algum funcionário teve a infeliz idéia de retirar todo o isolamento que fiz, e jateou partes onde não devia ter feito de maneira alguma!!! Em um primeiro momento me deparei com os mancais centrais jateados e pensei: "Ferrou, para não dizer outra coisa... Meu bloco vai para o lixo!!!" Então argumento com o encarregado do setor o porque que tinham feito aquela burrice, já que eu tinha me dado o trabalho de isolar cada milímentro???



Bom... não adiantava ficar ali parado tentando entender o que tinham feito. Então carrego as minhas peças e vou para a minha loja ver o tamanho do estrago. O que estava ruim em um primeiro momento se tornou péssimo em uma análise mais detalhada. Não se contendo em jatear os mancais, estes com o serviço de alinhamento já feito. Não é que o infeliz também jateou as buchas do comando!!! Caramba... as buchas novinhas que tinha comprado já estavam prontas para receber o Lunati Voodoo. Duas delas estavam completamente porosas por causa do jato!!! Vão todas para o lixo...



Então continuo a limpar o bloco quando vem o golpe final!!! PQP... o cara tinha jateado a parte inferior de alguns cilindros!!! Como disse antes, o bloco já estava pronto, com as buchas de comando, o alinhamento dos mancais e o brunimento dos cilindros!!! Agora terei que refazer todas essas tarefas novamente. E para completar, o mais improvável de tudo. Não é que o cara isolou um pedaço que não era para ter sido isolado!!!
Resultado, após colocar o timming cover, ficará um pedaço sem pintura!!! É muita burrice para uma pessoa só!!!



Essas coisas realmente fazem a gente perder o chão, momentaneamente é claro. Não seria um percalço desses que me faria desistir do meu projeto. Mas coloco-me no lugar de varias pessoas que devem passar por problemas como este, nos mais variados segmentos como: estofaria, funilaria, pintura, mecânica etc... Após vários anos trabalhando com esta empresa. Nunca imaginei me decepcionar tanto. Imaginem que fiz todas as pinturas das mais variadas peças do meu Ex-Dart Azul 76, do R/T 77 do Dr.Zinho, do Dart 74 do Adriano. Sem duvida terei que encontar outra empresa daqui em diante para a realização deste serviço!!!

sábado, 23 de julho de 2011

Duvidas Finais...



Está chegando a hora daquele momento tão esperado, o da montagem de meu motor. Sendo assim, aquela duvida cruel voltou a me atormentar. Qual a taxa de compressão que devo ultilizar??? Como todos sabem, na pré-montagem obtive uma taxa de 9,4:1 o que me deixou um pouco frustado. Para obter um ganho significativo na taxa de compressão, eu precisaria usinar o bloco. Diga-se de passagem que isso geraria um trabalho extra. Isso por que ao usinar o bloco, provavelmente terei que usinar a admissão devido a mudança de altura entre ambos. Além da furação não fechar, corro o risco que os dutos também não casem!!!



Ao falar com o amigo Allan Pasa, que já roda com essa configuração de 402 polegadas a tempos. Ele me aconselhou sem rodeios a fazer o seguinte: "Caju... tira o dome dos teus pistões e baixa o bloco Porco Dio!!! Até 2,2 mm não tem problema! Assim teu motor terá uma taxa de 10,7:1 o que ficará ótimo". Isso pelo fato dos pistões KB 356 serem feitos para os motores 360. O dome deste modelo não casa nas camaras de combustão dos Eddy's em alumínio. Então ao tirá-lôs eu deixaria eles flat, assim podendo baixar o bloco na mesma proporção!



Após um primeiro momento, onde eu e o Null achavamos melhor deixar a taxa em 9,4:1 pois assim não precisariamos "fazer a função". Certo dia o Null me responde o seguinte, enquando resmungo algo sobre essa minha duvida: "Caju... 9,4:1 nos USA é ótimo, mas aqui no Brasil rodamos com esse combustível cheio de etanol. Acredito que ultilizando os cabeçotes em aluminío, 10,7:1 seria bem legal!!!"
Sendo assim tomei a decisão e mandei o bloco de uma vez para a retíficadora. Pois a hora de tomar a decisão é agora, pois uma vez o motor montado eu não iria desmontá-lô para voltar atrás!!!



Após resolver essa duvida, decidi dar a devida importância para a ultima peça de meu projeto que até então estava esquecida. Ainda não tinha decidido-me se ultilizaria um volante aliviado ou com peso original! A única coisa que tinha certeza é que eu usinaria um novo ou compraria um em aço carbono. Digo isso porque já vi pessoalmente o estrago que um volante em ferro fundido faz quando quebrado!!! Já ví um bloco ir para o lixo. Em outro caso, cortou a linha de combustível fazendo o carro incêndiar ocasionando a perda total. E a pior hipótese de todas, os pedaços do volante rasgaram o assoalho do carona! Por sorte o motorista estava sozinho!!!



Se aliviarmos um volante ganharemos potência em alta rotação, mas perderemos torque em baixa. Já que o stroker tem torque de sobra. O Null cogitou a hipótese de importar um volante com 8 Kg em vez de usar o original com 13,8 Kg. Já que a diferença é enorme, pensei em usinar um com 11 Kg que seria um meio termo! Assim ganharia potência em alta e não perderia tanto torque em baixa. Mas ai meu Grande Amigo Diego "Dr.House" Senger, que tem um Honda Civic, técnico em informática me disse uma coisa que ainda não tinha percebido. "Tu já percebeu que automáticamente teu volante será aliviado???" Então ele me fez entender a sua linha de pensamento. Abaixo um cálculo bem simples que representa o seu pensamento:

13,8 Kg dividido por 41,5 Kg/f = 0,331 gramas
13,8 Kg dividido por 60,8 Kg/f = 0,226 gramas
Uma diminuição de força de 32%, praticamente 1/3!!!

Sendo assim, está decidido! Volante com peso original de 13,8 Kg e taxa de compressão de 10,7:1 Agradeço aos meus Amigos Diego Senger, Allan Pasa e Leandro "Null" Thumé pela ajuda prestada nestas decisões!!! Em breve estarei postando as fotos de todo o processo de montagem de meu motor, mas antes disso postarei mais algumas novidades!!!

domingo, 3 de julho de 2011

Flowmaster... seriam a minha sina???



Durante a semana, encontrei no site do HPV8 Clube, um anuncio que seria normal para a grande maioria, mas inusitado para mim!!! Ao dar a minha conferida semanal, para não dizer diária. Me deparei com o anuncio de um par de Flowmaster 40 Series. E para minha surpresa, o dono das surdinas é o atual proprietário de meu Ex Dart Azul, o Roque Junior! Mesmo sabendo que não seria o momento ideal para adquirí-las, eu dei uma bela balançada! Até porque essas surdinas são feitas em aço inox. Sendo assim elas continuam firmes e fortes, mesmo após 15 anos de sua fabricação! Não seria exageiro dizer que elas são indestrutíveis!!!

www.hpv8clube.com.br



Segundo meus planos, eu terminaria o meu projeto e só então decidiria a escolha do modelo das Flowmaster. Pois eu estava em duvida entre as 40 Series ou 44 Series. Certo dia comentei com o Null que colocaria as 40 e logo após testaria as 44. Só então depois dessa comparação sonora eu me decidiria sobre o modelo. Mas confesso que as 40 sempre mexeram comigo, e provavelmente seriam o modelo a ser escolhido novamente!!!



Essa fixação por esse escapamento surgiu no século passado! hehehe... No final dos anos 90 meu amigo Rafael Lanz tinha um Dart 76 "pelado" com meio teto de vinil e faixas do R/T 78. Sim... isso mesmo, um Dart 76 com as características de um Charger 78! Esses opcionais foram instalados em uma concessionária, e muito bem instalados, diga-se de passagem. Esse Dart tinha um excelente motor feito pelo Meu Amigo Evandro Parma da Mecânica 1. Naquela época, esse Dart passou o rodo aqui na minha cidade. Além disso o ronco daquele Dart era único, em altas rotações (7400 RPM) aquele motor gritava de uma maneira única! Aquilo me impressionava muito!!!



Anos depois, motor, escapamento e diferencial autoblocante 3.90 deste Dart foram equipar um Charger 78. Esse carro por ironia do destino caiu nas maõs de um cara que morava em uma cidade vizinha. Este por sua vez, tirou o diferencial curto porque não conseguia dirigir o carro (mão de pau) e tirou as Flowmaster por não gostar do "barulho"!!! Então colocando duas surdinas de F1000. Graças a Deus hoje esse R/T está no interior do estado do RS, nas mãos de um Dono que sabe respeitar e zelar o que tem!!!




Mas voltando ao assunto das Flowmaster. Ao saber da inusitada troca pelas ponteiras de F1000. Meu Amigo Null, que na ápoca trabalhava na Mecanica 1. Me ligou dizendo que estavam na oficina as "Flowmaster do Rafinha" a venda por R$ 150,00. Nem preciso dizer que bati o martelo na mesma hora!!! Nesta ultima quinta feira a tarde. Recebo uma ligação do Roque Junior me oferecendo as mesmas "lendárias Flowmaster do Rafinha"!!! Disse a ele que tinha visto o anúncio, mas antes mesmo de dizer que não era o momento para comprá-las. Ele me faz uma proposta irrecusável dizendo que sabia do meu interesse em colocar novamente um par de 40 Series. E que assim, seria uma forma singela de ele me ajudar na realização do meu projeto! Muito obrigado Roque!!! Resultado... as "meninas" já estão lá na loja, e pela segunda vez!!! hehehe... Já cortei as ponteiras velhas, retirei as soldas dos suportes e durante a semana as jatearei e as pintarei de prata. Coisa que não fiz na primeira vez...

terça-feira, 21 de junho de 2011

Iniciando a Remoção!



Após eu fechar negócio com a dupla Ivan & Daniel, e acertar o cronograma de trabalho. Tratei de levar o capô, as portas, os paralamas e a tampa do porta malas para o Ivan iniciar a remoção. Combinamos de deixar as peças na lata crua para removermos todos os pontos de ferrugem, tarefa do Daniel. Assim desta maneira, iremos fazer um verdadeiro trabalho de funilaria. Como eu sempre tive vontade de fazer no Dart 76 e não consegui. Na primeira vez por falta de condições financeiras e na segunda porque o "pedreiro automotivo" não cumpriu o combinado. Dando apenas uma lixadinha e mandando ver! Mas o valor a ser pago foi aquele do serviço combinado! Acho incrível a cara de pau desses caras que não honram a palavra e ficam com a mesma cara!




Mas vamos ao que interessa... Após a retirada de todas as peças de lataria, levei as dobradiças das portas para o Marcelo Pires (MAP Racing). Ele irá fazer novos pinos para que as mesmas fiquem sem folga alguma! Digamos que ficaria "meio" difícil para o Daniel alinhar as laterais com as portas "trabalhando'' 1 cm!!! Quando eu levei as peças de lataria lá para a oficina. Esqueci de avisar o Ivan que quando ele começasse o trabalho de remoção, éra para ele me avisar. Assim eu poderia bater fotos do progresso de cada peça. Assim captando passo a passo, para depois postar as fotos aqui no blog. Para minha surpresa, ao chegar na oficina me deparo com a tampa do porta malas do Dart em cima de um tonel já toda removida. Inclusive cada cantinho interno, e com o fundo fosfatizante aplicado em todo ele!!!




Realmente não existe nada melhor do que remover todo o material da lata. Pois não há como saber o que há por debaixo da tinta. Antes de começar o serviço, achamos que uma e outra surpresa apareceria, como é normal na grande maioria das vezes. Mas no meu Dart já apareceram mais surpresas do que esperavamos!!! Na tampa do porta malas podemos ver que há uma marca horizontal logo na primeira foto. Dá para acreditar que ali tinha um remendo com fibra de vidro??? Também encontramos alguns pontinho de ferrugem que já tinham furado a chapa, mas nada de mais! Fiquei muito feliz em ver esta primeira peça neste estado. Mal posso esperar para ver o Dart todo desta maneira!






Não consegui chegar a tempo para fotografar a tampa do porta malas escovada sem o fundo fosfatizante. Mas consegui chegar a tempo para fotografar os paralamas escovadinhos!!! Realmente os "meninos" estão em ótima forma. Nunca foram batidos! Mas nem preciso dizer que encontramos mais novidades. Além de apresentarem os mesmos pontinhos que perfuraram a tampa do porta malas. Cada um apresenta um remendão soldado de maneira bem grotesca, revestidos em fibra de vidro!!! Será que o pessoal que "mexeu" nesse Dodge naquela época não conhecia massa plástica? Ou será que eles trabalhavam na contrução de piscinas? O mais provável é que devam ter descoberto esse material desenvolvido no ano de 1936 justamente quando fizeram estes remendos. "Essa é a ultima novidade se tratando de reparação automotiva"!!! hehehe...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Fazendo o Eixo Traseiro
















Eu tinha esta postagem salva em rascunho desde março deste ano. Mas faltava fotos para mostrar o desenvolvimento do trabalho. Após um pedido feito por um dos leitores que acompanham o blog (Fernando Viera) resolvi postá-lá. Pelo menos a primeira parte. Pois acredito que serão duas, ou quem sabe até mesmo três! Então vamos lá... Após decidir usar as Weld Racing de 10' com o backspace de apenas 3,5' . Fui em busca de um eixo traseiro que me permitisse encurtá-lo, para que a traseira tivesse um ótimo visual. Mas o mesmo teria que ser equipado com uma caixa satélite blocante. Pois na minha concepção, sou totalmente contra a ultilização de uma caixa satélite soldada para uso urbano!!! Certa vez eu e o Null vimos um amigo subindo o meio fio para estacionar. Minha Nossa Senhora das Longarinas....que medo!!! O carro torceu de uma maneira que tivemos a impressão de que o parabrisa saltaria fora ou estouraria!!!

Desmontagem do original Braseixos


Então fui pesquisar sobre as duas marcas mais ultilizadas: Dana e Braseixos. Em meus ex-Dodges sempre tive Braseixos. Inclusive no Dart Azul, ultilizava um blocante com relação 3:90. Segundo o que muitos falam, e acredito nisso, diga-se de passagem. Os diferenciais Dana são superiores aos Braseixos quando o modelo é simples. Mas quando o modelo em questão é o blocante, a coisa muda. O Braseixos é superior ao Dana, pois é bem mais reforçado! Então lá fui eu atrás de um Braseixos para ver se existia a possibilidade de encurtá-lo!

Analizando as pontas de eixo do Dana


Logo de cara vi que seria muito difícil a realização deste trabalho, pois as pontas de eixo deste modelo possuem chavetas para fixação dentro da caixa satélie. Isso proporcionaria uma enorme dificuldade em refazê-las sem a perda da resistência. Sei que alguns colegas optam por outra maneira. A de encurtarem as pontas de eixo no meio e as soldarem. Dizem que andam sem problemas. Mas não comigo dentro!!! hehehe... Tenho medo que em algum momento a solda possa romper-se, ocasionando até mesmo a perda de uma roda! Imaginem o poder destrutivo de uma roda com uma ponta de eixo deslocando-se a 80 km/h?

Remoção das mangas com plasma Encurtamento de 92mm em cada lado

Então fui atrás de um diferencial Dana para analizar a possibilidade de encurtar as pontas de eixo. De cara apareceu um de Maverick. Além de ser 40 mm mais curto do que os de Dodge, a furação encaixaria perfeitamente nas minhas rodas Weld. Pois elas possuem furação 5 X 4 1/2 que são as mesmas dos Mavericks e Opalas. Logo percebi que o sistema de fixação das pontas de eixo é diferente. Elas são fixadas por quatro parafusos em um "espelho" . Isso possibilita seu encurtamento, pois a fixação ocorre na extremidade da roda. Uma maneira muito mais simples. Então após a realização deste serviço, terei apenas que refazer as estrias para o encaixe dentro da caixa satélite e um novo tratamento térmico para fortalecê-las!

Comparativo do antes e depois
Pré - montagem após o encurtamento

Então coloquei minhas rodas na posição definitiva e as medi de miolo a miolo. Deixando o pneu 275/60/15 encostado no friso da lateral traseira em ambos os lados. A medida interna obtida foi de 1305 mm. Então diminui 60 mm para ter uma folga de 30 mm em cada lado. Que na minha opinião é mais do que suficiente para que os pneus não enconstem nos frisos durante as curvas. Isso levando em conta o carro carregado. Medi a espessura dos discos de freio traseiros e diminui mais 12 mm, assim obtendo um resultado total de 1233 mm. Então peguei o comprimento original de 1417 mm e subtrai pelo numero encontrado. Depois dividi ele por 2 e encontrei o valor que tenho a diminuir em cada lado do eixo = 92 mm. Continua...

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